sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Anne Frank na minha visão

Não poderia deixar de escrever alguma coisa sobre essa obra. É uma literatura fácil e se você ler superficialmente não encontrará a beleza e o significado desse diário.
Você poderia julgar apenas como um diário qualquer de uma adolescente rebelde, mas não há como não se identificar com a Anne. O incrível é pensar em tudo que aconteceu e saber que estavam todos com os dias contados.
Anne retrata o confinamento, mostra o seu lado da guerra.
Concordo com ela quando diz que amadureceu muito rápido e isso foi realmente de uma hora pra outra. Ela passou de uma menininha que gostava de irritar as pessoas, a alguém que tinha ideias e ideais. Ela era muito inteligente. Foi o que achei dela pelo menos.
E o romance da historia é diferente dos romances que lemos, pois em um romance comum sabemos que no final, depois de muitas dificuldades a mocinha acaba ficando com o mocinho. Mas no diário de Anne Frank é diferente, é real. Não sabemos o que esperar dos próximos dias, o que esperar do tímido Peter. E mostra mais uma vez a força de Anne a se decepcionar com Peter (apesar de se sentir solitária) por ser "fraco", sem perspectivas e sem vontade de mudar. Isso é uma coisa inconcebível para Anne.
<spoiler abaixo>
E assim acaba, eles são separados, acredito que sem tempo para palavras e despedidas, e fico pensando em como ela se sentiu quanto a tudo isso. Ela falava muito em ser deixada em paz, em querer ficar sozinha. Será que ela se arrependeu disso?
Algumas partes se destacaram no diário, pelo menos para mim. Uma em que ela cita o atentado a Hitler, onde foi retratado no filme "Operação Valquíria".
Outra parte que gostei muito, embora não seja de muita importância, apenas achei hilária, onde ela diz "...manchetes escandalosas nos jornais dos chucrutes. De qualquer modo, quando na 'Chucrutelândia' perceberam..."
Enfim, é um livro que vale muito a pena ler, e refletir.

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